quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A história dos Aasimar e Tieflings em Elgalor (Parte Final)

Um ano e um dia se passaram, e Andael e seu povo despertaram. Suas peles agora apresentavam diferentes tons metálicos, e alguns, como Andael e suas irmãs, possuíam grandes asas brancas nas costas. Contudo, a maior mudança indubitavelmente ocorrera em seus espíritos. Todos, sem exceção, sentiam-se agora parte de algo maior, uma energia positiva e poderosa, que pulsava conforme os princípios da benevolência, honra e equilíbrio. Para a surpresa de todos, Laguel não estava presente, mas havia armas, armaduras, escudos e cajados enfileirados harmonicamente em uma parte to topo da montanha. Sem hesitar, Andael pediu que todos se preparassem, pois havia chegada a hora de fazer justiça. Quando desceram da montanha, novamente se surpreenderam, pois viram que centenas de cavalos de guerra os aguardavam.

Andael e seu povo cavalgaram velozmente, e ao longo da viagem, encontraram vários guerreiros infernais de Ivernus e regimentos de meio-orcs. Alguns combates foram travados, mas na maioria das vezes, os “tieflings” (“Filhos do Fogo Infernal”), como agora se autodenominavam, não eram tolos o bastante para investir contra um contingente tão grande de guerreiros fortemente armados. Em duas semanas, as forças de Andael chegaram às ruínas de Abilan, e lá encontraram dois meio-orcs. Um homem, que parecia um guerreiro, e uma mulher, que aparentava ser uma xamã.

O guerreiro se apresentou como Urathan, e a xamã, como Gaia. Urathan disse a Andael que seu povo conseguiu se libertar do controle de Ivernus, e que agora, auxiliado por seu novo patrono Gwynn, o Deus da Caça, eles estavam lutando ferozmente contra a corrupção de Nirakoth. Urathan se desculpou pelas atrocidades cometidas pelo seu povo, mas antes que terminasse de falar, Andael estendeu sua mão como um gesto de amizade, dizendo apenas:

“Todos fomos vítimas da maldade espalhada por Ivernus. Que de agora em diante, nossas espadas ergam-se juntas, para que seja colocado um basta em todas essas atrocidades.”

Urathan apertou a mão de Andael, e naquele momento, uma poderosa aliança se formou entre os “Rokan”, os “Filhos do Caçador” e os “Aasimar”, “Os que enxergam a Luz”. Semanas se passaram enquanto Andael e Urathan organizavam seus guerreiros, e neste meio tempo, Gaia teve uma visão, revelando que o homem misterioso que visitou tanto Andoran quanto Ivernus era na verdade Asmodeus, o Senhor dos Nove Infernos. E agora, com a rebelião dos “meio-orcs”, os necromantes de Ivernus ergueram legiões infindáveis de mortos-vivos, que eram a nova tropa de choque do reino.

Nos próximos meses, as forças unidas de Andael e Urathan lutaram lado a lado, até que conseguiram invadir a capital de Nirakoth e, em uma batalha de proporções épicas, Andael e Urathan mataram Ivernus. A poderosa xamã Gaia, junto de Siriel e Meween, que contavam com o auxílio dos deuses da luz, conseguiram aparentemente banir Asmodeus de volta aos Nove Infernos. Os guerreiros de Urathan, rastreadores extremamente habilidosos, conseguiram encontrar e eliminar praticamente todos os guerreiros e necromantes tieflings que serviam Ivernus. Após muita luta e muitos sacrifícios, a paz finalmente havia sido conquistada.

Tanto Andael quanto Urathan sabiam que alguns tieflings ainda viviam, mas ambos concordaram que iniciar uma cruzada naquele momento apenas manteria viva por mais tempo a memória da guerra. Eles decidiram se focar apenas na eliminação dos necromantes e magos que encontrassem, por conta do mal que poderiam causar. Contudo, enquanto os outros tieflings não causassem problemas, seriam deixados em paz.

Muitos séculos se passaram, e hoje, dificilmente alguém conseguiria distinguir um tiefling ou aasimar de um humano comum, já que a essência infernal e celestial no sangue de ambos já está bastante diluída. Contudo, a lenda de Asmodeus, o Corruptor, de Ivernus, “o Rei Negro”, e de Andael, “o Primeiro Paladino”, permanecerão nas canções dos bardos de Elgalor ainda por muitas gerações...

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