segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A história dos Aasimar e Tieflings em Elgalor (Parte 2)

O cerco a Abilan
Depois de prender ou executar todos aqueles em Nirakoth que se opunham ao que Ivernus estava fazendo, o rei ordenou que seus magos reais criassem uma nova raça de escravos guerreiros, que seria usada para dominar todas as outras tribos humanas que existiam nos arredores de Nirakoth. Após anos de experiências mal sucedidas, através de rituais que mesclavam de forma macabra o sangue de orcs e humanos aprisionados, os magos de Ivernus criaram a raça dos “meio-orcs”; guerreiros bestiais incansáveis, que eram controlados por um poderoso encantamento que era diariamente reforçado.

Três anos se passaram, até que o novo exército sanguinário fosse plenamente formado em sigilo. Com seu novo exército bestial, Ivernus conquistou rapidamente todas as tribos na região, angariando uma quantidade impressionante de terras e escravos. O rei sabia que ainda não poderia subjugar os anões e elfos, mas agora, poderia obter uma vitória esmagadora sobre o reino que outrora era tão poderoso quanto o seu: Abilan. Incentivado pelo estranho que lhe conferiu poderes infernais, e que agora, era seu conselheiro pessoal, Ivernus preparou um ataque arrasador, que não tinha o objetivo de dominar o reino de Andoran, mas sim, varrê-lo da face de Elgalor.

Com o grande fluxo de refugiados que chegava aos portões de Abilan todos os dias, Andoran já sabia o que o aguardava. Preparou seu exército da melhor forma que pôde, usando inclusive muitos dos homens refugiados em suas fileiras. Contudo, em uma noite sem lua, ele teve um sonho revelador, em que um anjo lhe disse que ele deveria abandonar a cidade e marchar com seu povo até as Montanhas Azuis, e que apenas isto poderia salvá-los da aniquilação total.

Andoran estava certo que aquilo não era um mero sonho, e reuniu seu conselho. Como a viagem até as Montanhas Azuis era bastante perigosa, e nada garantiria que os exércitos de Ivernus não os perseguiriam, aquela não era uma decisão simples de se tomar. Por fim, o rei ordenou a seu filho mais velho, Andael, que liderasse uma comitiva de cerca de duas mil pessoas, incluindo suas duas irmãs, Siriel e Meween e vários guerreiros, até as Montanhas Azuis. Andael protestou, pois como guerreiro, desejava ficar de defender Abilan, mas por fim, obedeceu a vontade de seu pai, e os preparativos para a partida foram feitos.

Exatos sete dias após a partida de Andael, as forças de Ivernus atacaram Abilan de forma impiedosa. As forças de Andoran resistiram bravamente por seis dias de cerco, até que, por fim, os ferozes guerreiros meio-orcs, apoiados por magos necromantes e monstruosas criaturas infernais, conseguiram sobrepujar as defesas do reino. No dia seguinte, as ruas de Abilan foram banhadas em sangue. Por mais valorosos que fossem os guerreiros de Andoran, eles não foram para os meio-orcs e os magos negros de Nirakoth. Andoran, que mesmo idoso se recusou a permanecer fora do combate, foi decapitado pelo machado de um meio-orc no início do massacre, após ter abatido nove das criaturas e dois magos negros. Após a morte de seu amado rei, os defensores de Abilan perderam muito de seu espírito de luta, e o reino caiu no final do próximo dia.

Desta vez, não houve prisioneiros. Todas as construções existentes foram queimadas até o chão. Como Ivernus ordenou, não foi deixado nenhum vestígio da existência do reino de Abilan, ao menos não naquele local. Astuto, o rei notou que não foram encontrados os corpos dos filhos de Andoran, e sem demora, ordenou que fosse empreendida uma caçada impiedosa que só terminaria quando as cabeças dos herdeiros de Abilan estivessem pregadas em uma lança.

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