sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Eldritch Knights em Elgalor

Saudações, nobres guerreiros!

No novo D&D, o arquétipo de guerreiro mais bem construído e eficiente surpreendentemente foi o Eldritch Knight (Cavaleiro Místico). Apesar de extremamente interessante, este arquétipo é ao mesmo tempo complexo de se usar bem em campanha porque para que um guerreiro que conjura magias seja verossímil, é importante que haja por trás dele um contexto explicando como ele adquiriu seus “poderes”.

No mundo de Elgalor, eles evidentemente são os mais raros guerreiros da ambientação. Além disso, o conhecimento necessário para treinar um Eldritch Knight é complexo, e conhecido apenas por quatro ordens, que são bastante seletivas no recrutamento de seus membros:





CAVALEIROS DE PRATA DE SÍRHION
- Raça: Elfos de Prata
- Número de membros ativos: 600
- Base de Operações: Reino de Sírhion
- Tendência da Ordem: Neutro Boa
A ordem dos Cavaleiros de Prata foi fundada há dois milênios pelos elfos guerreiros do reino de Sírhion. A primeira ordem de Cavaleiros Místicos de Elgalor, estes guerreiros altamente treinados são mestres no combate com a espada e escudo e no uso de magias de abjuração e de eletricidade. Apesar de serem a primeira linha de defesa do reino contra invasores, o rei Coran Bhael frequentemente envia Cavaleiros de Prata em missões ao redor de Elgalor para ajudar a proteger comunidades élficas menores e para colaborar com outras ordens de tendência boa. Muitas das lendas e canções de bardos que falam de implacáveis guerreiros élficos se devem as feitos de Cavaleiros de Prata durante suas andanças pelo mundo.


SENHORES DE FOGO DE DARAKAR
- Raça: Anões
- Número de membros ativos: 450
- Base de Operações: Reino e Darakar
- Tendência da Ordem: Leal Boa
A Ordem dos Senhores de Fogo de Darakar foi formada há cerca de 1500 anos, após a primeira grande aliança que o grande reino dos anões fez com os elfos de prata de Sírhion. Da mesma forma que os anões compartilharam com os elfos segredos na arte da forja, os elfos ensinaram a eles a arte do Cavaleiro Místico, dando origem aos temidos Senhores de Fogo. Ao longo dos séculos, os anões adaptaram os ensinamentos dos elfos de prata de modo que as técnicas por eles empregadas se adaptassem melhor às qualidades físicas dos anões. Enquanto os Cavaleiros de Prata adotam um estilo de combate baseado em movimentos rápidos, os Senhores de Fogo adotaram um estilo que prioriza o uso da força e resistência. Em relação ao uso de magias, eles se utilizam muito de magias defensivas como os elfos, mas são mais conhecidos pelo seu domínio com magias de fogo. A ordem atua quase que exclusivamente em Darakar, mas ocasionalmente, o rei Balderk envia seus membros a outras partes de Elgalor para auxiliar clãs anões. Como em Elgalor não existem anões magos, feiticeiros ou bruxos, a ordem dos Senhores de Fogo representa a única fonte de magia arcana dos anões, com a exceção dos escaldos da raça.

ESPADAS AZUIS
- Raça: Humanos, Aasimar, Meio-elfos.
- Número de membros ativos: 900
- Base de Operações: Toda Elgalor
- Tendência da Ordem: Qualquer Boa
Os Espadas Azuis são um dos braços militares da Ordem da Chama Azul, uma organização composta basicamente por magos, guerreiros, clérigos e paladinos para zelar pelo bem e neutralizar necromantes e outras ameaças poderosas em todo o mundo. A maior ordem de Cavaleiros Místicos de Elgalor, ela é formada por guerreiros altamente treinados, mas ao contrário do que ocorre com os Cavaleiros de Prata e os Senhores de Fogo, não há uma padronização em relação ao estilo de combate ou magias preferidas. A única marca comum, mas não absoluta, é que muitos dos cavaleiros dessa ordem usam espadas de duas mãos como armas principais. Eles atuam em todas as regiões de Elgalor, e frequentemente juntam-se a paladinos e outros aventureiros que compartilhem de seus ideais.


ARAUTOS DAS SOMBRAS
- Raça: Humanos, Vampiros
- Número de Membros: Desconhecido
- Base de Operações: Toda Elgalor
- Tendência da Ordem: Leal Má
Ao contrário de todas as outras ordens de Cavaleiros Místicos de Elgalor, os Arautos da Sombra estão envoltos em grande mistério, e sempre conduzem suas atividades em sigilo quase absoluto. Sabe-se apenas que a ordem existe há mais de um milênio, e que representa a guarda de elite do anti-paladino Khael, o Impiedoso. Seus membros vestem sempre armaduras completas negras e se cobrem com mantos que já foram usados como mortalhas. Uma particularidade grande da ordem é que seus membros não dominam as artes arcanas da Abjuração, mas por outro lado, são mestres na escola Necromântica.



terça-feira, 3 de novembro de 2015

Meio-elfos em Elgalor

Saudações, nobres almas!

Da mesma forma que em Elgalor os meio-orcs (aqui chamados de Rokan) possuem uma história racial que os caracteriza como muito mais do que um simples híbrido de orcs e humanos, o mesmo ocorre com os meio-elfos do cenário. Em Elgalor, os meio-elfos não são páreas da sociedade e também não cumprem papéis de diplomatas ou embaixadores. Além disso, apenas uma minoria ínfima vive em cidades élficas ou humanas; Eles possuem uma forte identidade cultural e valores que os definem como um povo único.

HISTÓRIA
Irengard é um reino nortenho coberto de grandes florestas, planícies e altas montanhas, e inicialmente, era lar de uma congregação de tribos bárbaras conhecida apenas como Confederação dos Hakuan e dos elfos silvestres do reino de Elvanna. A relação entre os dois povos era limitada a poucas relações comerciais, mas desde eras antigas, elas fizeram um pacto de ajuda mútua em tempos de grande necessidade. Seja esta por conta de catástrofes naturais ou guerra.
Os Hakuan, desde o início da civilização humana, eram guardiões da chamada Montanha da Tempestade, local em que o corpo de um poderoso senhor da guerra demoníaco chamado Morgray, o Sombrio, estava selado. Há cerca de 900 anos, Irengard sofreu uma grande invasão dos orcs vindos do sul, e estes contavam com a ajuda de uma cabala de demônios e necromantes que buscava o retorno de Morgray a todo custo. Fortalecidos por rituais profanos feitos pelos demônios, os orcs trouxeram a Irengard um rastro de morte e destruição sem precedentes.

Inicialmente, os Hakuan bravamente fizeram frente à invasão, mas em poucos dias, perceberam que sozinhos não seriam capazes de vencer. O líder da confederação, Kandros Presa de Prata, enviou emissários ao rei élfico Nuadha Lança de Luz pedindo por socorro. Nuadha prontamente atendeu o chamado, e segunda vez na história de Elgalor, humanos e elfos se uniram em uma grande força de combate.

Durante oito anos, a guerra entre os orcs e as forças de Kandros e Nuadha prosseguiu, apesar dos bardos registrarem pequenos períodos de trégua ao longo deste período. De qualquer modo, após incontáveis batalhas e o derramamento de muito sangue, a cabala demoníaca foi destruída, e os orcs, desorganizados, optaram em retornar para o sul, onde posteriormente entrariam em uma guerra feroz contra os anões.

Apesar de todas as cicatrizes deixada pela grande guerra, que em Irengard ficou conhecida como a Guerra do Sangue e das Lágrimas, humanos e elfos começaram a se aproximar mais do que nunca, e eventualmente, a criar laços mais profundos. A união entre elfos silvestres e os bárbaros Hakuan permaneceu forte durante os próximos séculos, resultando na formação expressiva de uma nova raça: Os meio-elfos.

Mentalmente, os meio-elfos eram dotados do mesmo espírito indomável e incorruptível dos Rakuan e da sagacidade e sabedoria dos elfos silvestres. Fisicamente, eram ágeis e fortes. Como a população de meio-elfos cresceu a ponto de quase se igualar à de humanos e elfos individualmente, cidades fortificadas que abrigavam até mil indivíduos foram erguidas por eles em todo o território de Irengard.

CULTURA
As cidades dos meio-elfos eram construídas em planícies, semelhante ao que os Hakuan faziam, mas possuíam geralmente grandes e poderosas árvores que serviam de torres de vigia, assim como na arquitetura élfica. Estas cidades geralmente são habitadas quase que exclusivamente por meio-elfos, mas é extremamente comum ver elfos, humanos e halflings transitando por elas. Culturalmente, os meio-elfos herdaram a devoção à natureza dos elfos de Elvanna e o respeito pelos ancestrais dos bárbaros Hakuan. Além disso, foram originados de duas raças guerreiras que nutriam grande respeito pelo druidísmo e pelo conhecimento bárdico, e isto também teve implicações profundas na formação de suas sociedades.

Meio elfos vivem normalmente em regimes de grande clãs, semelhante ao seus antepassados, e reconhecem a autoridade do rei élfico assim como todos os povos de Irengard. Eles geralmente se dão muito bem com todos da região, mas tem certa dificuldade em lidar com altos-elfos ou com humanos que vêm de uma cultura muito urbana ou mercantil. Contudo, geralmente são eles que fazem a “ponte” entre Irengard e outros reinos vizinhos.

Em relação à sua tendência, os meio-elfos de Elgalor não nutrem apreço pelo caos nem pela ordem, mas geralmente têm um coração bom. Por isso, a tendência mais comum na raça é Neutro Bom.

CLASSES DE PERSONAGEM
Meio-elfos aventureiros geralmente seguem o caminho do Ranger, Druida, Bardo ou Guerreiro. Muitos meio-elfos que se tornam guerreiros viajam até o reino de Sírhion, lar dos Elfos de Prata para aprender a arte da espada. Alguns tornam-se Paladinos (Juramento dos Antigos), e apesar de raro, há também alguns poucos que seguem o caminho dos Hakuan, tornando-se Bárbaros.

TRAÇOS RACIAIS (Praticamente idêntico ao apresentado no Livro do Jogador)
Atributos: +2 Car e +1 para dois outros atributos. OU + 2 em Sab e 1 para dois outros atributos
Tendência Comum: Neutro e Bom
Idade: Idade adulta aos 20 anos. Vivem até 400 anos.
Tamanho e Peso: Médio.
Idiomas: Elfico e Comum
Deslocamento: 9m.
Ancestralidade Feérica: Vantagem contra ser Enfeitiçado, imunidade a magias de sono.
Versatilidade: Proficiência em duas perícias à escolha.
Visão no Escuro: Trata luz baixa como luz normal e escuridão como luz baixa, ambos a até 18m.