domingo, 18 de setembro de 2016

Heróis de Elgalor: Tristan Anaron

Saudações, nobres heróis!

Esta é a história de Tristan Anaron, um dos maiores paladinos do mundo de Elgalor.

Como a história ficou um pouco longa (cerca de 4 páginas), dividi a mesma em três partes ao longo deste pergaminho, para facilitar a leitura dos que estiverem interessados. Para ler a história inteira, basta clicar na opção "mais informações" no final da Parte I.

PARTE I
Nasci em uma pequena vila no interior de Eredhon, um local calmo e bastante tranqüilo. Minha mãe era uma herbalista, que com seus conhecimentos, mantinha as pessoas saudáveis e, sempre que necessário, curava os enfermos que surgiam. Meu pai era um cavaleiro veterano da Ordem dos Cavaleiros do Céu, e com sua espada e sangue, ajudava a manter nossas terras seguras e nosso povo a salvo.

Quando eu tinha nove anos, minha mãe foi acometida por uma forte febre enquanto tratava uma estranha doença que havia surgido por conta de uma forasteira que passou um dia em nossa vila e morreu logo em seguida. A doença se alastrou e atingiu quase todas as mulheres da vila, mas minha mãe foi capaz de curar todas elas, e por conta disso, nenhuma criança dali precisou crescer sem mãe. Contudo, ela também estava doente, e não havia mais ervas medicinais ou tempo para conseguir novas. Assim, minha mãe faleceu dois dias depois de curar a última enferma.

Aos meus doze anos, um culto de demonologistas conjurou um terrível demônio e o lançou em um pequeno povoado por motivos desconhecidos. Meu pai e seus homens interceptaram a criatura, mas ela não podia ser derrotada, ao menos não por eles. Assim, ele ordenou a seus homens que organizassem a evacuação da vila e deu sua vida para segurar o demônio até que os clérigos do rei chegassem. Por causa do sacrifício dele, muitas pessoas ali não precisaram crescer sem pai.

Os dons de meu pai e minha mãe permitiram que muitos passassem mais tempo com seus entes queridos, e nenhum de seus grandes feitos passou despercebido. Contudo,  as honras e as belas histórias dos bardos não mudavam o fato de que eu havia perdido meus pais, e ao contrário de tantos, eu precisei crescer sem pai ou mãe. E isto me deixou furioso. Por muito tempo.

Pouco depois da morte de meu pai, passei a morar com a viúva de um de seus melhores amigos, que havia tombado em combate poucos meses antes. Ela era uma mulher bondosa e forte, e para minha sorte, tinha um filho de sete anos que em pouco tempo, se tornaria o irmão que eu nunca havia tido. Passei os próximos quatro anos com eles, e admito, sem nenhuma reserva, que se não fosse o amor e compreensão que ambos me deram naquele período, eu não seria o homem que sou hoje, e provavelmente, teria me afundado em minha dor egoísta.

Egoísta porque, como minha nova família me mostrou, muitos foram os que cresceram sem seus pais, mesmo em Eredhon, o reino mais ordeiro e pacífico de toda Elgalor. Quando ouvia as histórias tristes de minha nova mãe sobre acontecimentos que ela presenciou em outras terras, fiquei ao mesmo tempo envergonhado e horrorizado; havia muito sofrimento no mundo. Muitas pessoas boas e inocentes pagando sem ter culpa nenhuma de nada. Muitos heróis anônimos, como meus pais, que davam suas vidas e sofriam para que outros não precisassem sofrer.

Pouco após meu décimo sexto aniversário, decidi me alistar no exército real. Eu já havia recebido algum treinamento de meu falecido pai, e como nomes e principalmente feitos são extremamente valorizados em Eredhon, eu não teria problema para conseguir uma recomendação, que me permitiria ao menos tentar mostrar meu valor. Meu jovem irmão, Athelstan, aos onze anos de idade, decidiu que se tornaria um clérigo, e dado seu caráter e compaixão, eu sabia que ele um dia seria um dos maiores clérigos que Elgalor jamais vira. Assim, me despedindo de minha nova família, que não apenas me deu abrigo, mas salvou minha alma, rumei para a capital com a espada de meu pai, algumas moedas e um velho cavalo.

Ao longo da viagem, tive um sonho constante com um homem velho, porém altivo, que caminhava pacientemente pelas planícies carregando um cajado e uma gaiola de ferro, que continha doze pequenos canários. Ele olhava para mim de forma séria, e parava frente a uma grande rocha. Como todo habitante de Eredhon, sabia que aquela era a representação mortal de Bahamut, o Senhor do Vento do Norte, e um dos deuses mais cultuados no reino depois de Heironeous, nosso patrono. Obviamente, fiquei fascinado com o sonho, mas o ignorei. O que não sabia, é que teria o mesmo sonho durante os próximos doze dias de viagem.

Contudo, o que mais me chocou foi que, ao chegar perto da capital, passei por uma planície idêntica àquela do sonho. E como se isso não bastasse, deparei com uma grande rocha no meio do caminho. Atônito, comecei a temer que o velho aparecesse do nada, como um fantasma, me atribuindo algum poder e me atribuindo uma importante responsabilidade que mudaria totalmente meu destino, como sempre acontecia nas lendas. Contudo, nada aconteceu de imediato, e como eu não queria “abusar da sorte”, corri para frente e segui meu caminho. Daquele dia em diante, os sonhos pararam completamente.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A história dos Aasimar e Tieflings em Elgalor (Parte Final)

Um ano e um dia se passaram, e Andael e seu povo despertaram. Suas peles agora apresentavam diferentes tons metálicos, e alguns, como Andael e suas irmãs, possuíam grandes asas brancas nas costas. Contudo, a maior mudança indubitavelmente ocorrera em seus espíritos. Todos, sem exceção, sentiam-se agora parte de algo maior, uma energia positiva e poderosa, que pulsava conforme os princípios da benevolência, honra e equilíbrio. Para a surpresa de todos, Laguel não estava presente, mas havia armas, armaduras, escudos e cajados enfileirados harmonicamente em uma parte to topo da montanha. Sem hesitar, Andael pediu que todos se preparassem, pois havia chegada a hora de fazer justiça. Quando desceram da montanha, novamente se surpreenderam, pois viram que centenas de cavalos de guerra os aguardavam.

Andael e seu povo cavalgaram velozmente, e ao longo da viagem, encontraram vários guerreiros infernais de Ivernus e regimentos de meio-orcs. Alguns combates foram travados, mas na maioria das vezes, os “tieflings” (“Filhos do Fogo Infernal”), como agora se autodenominavam, não eram tolos o bastante para investir contra um contingente tão grande de guerreiros fortemente armados. Em duas semanas, as forças de Andael chegaram às ruínas de Abilan, e lá encontraram dois meio-orcs. Um homem, que parecia um guerreiro, e uma mulher, que aparentava ser uma xamã.

O guerreiro se apresentou como Urathan, e a xamã, como Gaia. Urathan disse a Andael que seu povo conseguiu se libertar do controle de Ivernus, e que agora, auxiliado por seu novo patrono Gwynn, o Deus da Caça, eles estavam lutando ferozmente contra a corrupção de Nirakoth. Urathan se desculpou pelas atrocidades cometidas pelo seu povo, mas antes que terminasse de falar, Andael estendeu sua mão como um gesto de amizade, dizendo apenas:

“Todos fomos vítimas da maldade espalhada por Ivernus. Que de agora em diante, nossas espadas ergam-se juntas, para que seja colocado um basta em todas essas atrocidades.”

Urathan apertou a mão de Andael, e naquele momento, uma poderosa aliança se formou entre os “Rokan”, os “Filhos do Caçador” e os “Aasimar”, “Os que enxergam a Luz”. Semanas se passaram enquanto Andael e Urathan organizavam seus guerreiros, e neste meio tempo, Gaia teve uma visão, revelando que o homem misterioso que visitou tanto Andoran quanto Ivernus era na verdade Asmodeus, o Senhor dos Nove Infernos. E agora, com a rebelião dos “meio-orcs”, os necromantes de Ivernus ergueram legiões infindáveis de mortos-vivos, que eram a nova tropa de choque do reino.

Nos próximos meses, as forças unidas de Andael e Urathan lutaram lado a lado, até que conseguiram invadir a capital de Nirakoth e, em uma batalha de proporções épicas, Andael e Urathan mataram Ivernus. A poderosa xamã Gaia, junto de Siriel e Meween, que contavam com o auxílio dos deuses da luz, conseguiram aparentemente banir Asmodeus de volta aos Nove Infernos. Os guerreiros de Urathan, rastreadores extremamente habilidosos, conseguiram encontrar e eliminar praticamente todos os guerreiros e necromantes tieflings que serviam Ivernus. Após muita luta e muitos sacrifícios, a paz finalmente havia sido conquistada.

Tanto Andael quanto Urathan sabiam que alguns tieflings ainda viviam, mas ambos concordaram que iniciar uma cruzada naquele momento apenas manteria viva por mais tempo a memória da guerra. Eles decidiram se focar apenas na eliminação dos necromantes e magos que encontrassem, por conta do mal que poderiam causar. Contudo, enquanto os outros tieflings não causassem problemas, seriam deixados em paz.

Muitos séculos se passaram, e hoje, dificilmente alguém conseguiria distinguir um tiefling ou aasimar de um humano comum, já que a essência infernal e celestial no sangue de ambos já está bastante diluída. Contudo, a lenda de Asmodeus, o Corruptor, de Ivernus, “o Rei Negro”, e de Andael, “o Primeiro Paladino”, permanecerão nas canções dos bardos de Elgalor ainda por muitas gerações...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A história dos Aasimar e Tieflings em Elgalor (Parte 3)

Logo após a primeira semana de viagem através de territórios inóspitos, Andael sentiu que algo estava errado com sua pátria, mas ele não poderia mais parar. Precisava alcançar as Montanhas Azuis. Ele e seu povo passaram por vários desafios, dentre os quais ataques esporádicos de orcs ou ogros eram as menores preocupações. O frio era intenso, e muitas pessoas adoeceram no meio da viagem. Quanto mais se afastavam de Abilan, piores as coisas ficaram.

A viagem que deveria ter durado duas semanas levou quase três para ser completada, e muitos dos que seguiam com Andael se revoltaram e desistiram na metade do caminho. A cada dia que passava, mais pessoas julgavam aquilo um absurdo, e mais pessoas abandonavam a comitiva. No vigésimo dia de viagem, quando finalmente chegaram à montanha, havia apenas 960 pessoas.

Quando Andael e suas irmãs chegaram ao topo, foram saudados por um arcanjo, que se apresentou como Laguel, o Guardião Dourado. Com gentileza, Laguel pediu a Andael que trouxesse todos até a enorme plataforma natural que formava o topo da montanha mais alta da pequena cordilheira. Andael assentiu, e em algumas horas, todos estavam ali.

O topo da montanha era um local verde e belo, e todos se sentiam inexplicavelmente bem e revigorados. Laguel explicou que aquilo ocorria porque o topo da montanha, na verdade, estava localizado nos Planos Celestiais, e que todos que estavam ali eram dignos de coração, e por isso, estavam sendo nutridos pelas energias sagradas da montanha. Andael agradeceu, e perguntou ao arcanjo quando eles receberiam auxílio para retomar seu reino e proteger as pessoas contra o mal que Ivernus estava espalhando pelo continente. Com peso na voz, Laguel informou ao guerreiro que não havia mais nada a se proteger, pois Abilan estava em ruínas e todos aqueles que deixaram a comitiva no meio do caminho haviam sido mortos pelos grupos de caça de Ivernus.

Andael cerrou os punhos em raiva e frustração, mas Laguel continuou, dizendo que não havia mais nada a fazer pelo povo de Abilan a não ser honrar sua memória. E isto, segundo o arcanjo, seria feito por meio do valor e da espada. Mas ainda não era hora. Eles ainda não estavam preparados. Quando Andael lhe perguntou quando seria a hora, notou que todos ao seu redor haviam caído em um sono profundo. Virando-se para perguntar ao arcanjo o que aquilo significava, ele sentiu um forte torpor tomando seu corpo.

“Vocês precisam aprender o Caminho da Luz. Precisam se tornar unos com a energia sagrada que permeia todo nosso universo. Neste local sagrado, em seus sonhos vocês encontrarão por si próprios o poder que precisam para proteger toda Elgalor de um mal muito maior do que Ivernus. Dentro de um ano e um dia, você e os seus estarão prontos, mas por hora, apenas durma”.

Quando a última palavra foi proferida pelo arcanjo, Andael caiu em um sono profundo.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A história dos Aasimar e Tieflings em Elgalor (Parte 2)

O cerco a Abilan
Depois de prender ou executar todos aqueles em Nirakoth que se opunham ao que Ivernus estava fazendo, o rei ordenou que seus magos reais criassem uma nova raça de escravos guerreiros, que seria usada para dominar todas as outras tribos humanas que existiam nos arredores de Nirakoth. Após anos de experiências mal sucedidas, através de rituais que mesclavam de forma macabra o sangue de orcs e humanos aprisionados, os magos de Ivernus criaram a raça dos “meio-orcs”; guerreiros bestiais incansáveis, que eram controlados por um poderoso encantamento que era diariamente reforçado.

Três anos se passaram, até que o novo exército sanguinário fosse plenamente formado em sigilo. Com seu novo exército bestial, Ivernus conquistou rapidamente todas as tribos na região, angariando uma quantidade impressionante de terras e escravos. O rei sabia que ainda não poderia subjugar os anões e elfos, mas agora, poderia obter uma vitória esmagadora sobre o reino que outrora era tão poderoso quanto o seu: Abilan. Incentivado pelo estranho que lhe conferiu poderes infernais, e que agora, era seu conselheiro pessoal, Ivernus preparou um ataque arrasador, que não tinha o objetivo de dominar o reino de Andoran, mas sim, varrê-lo da face de Elgalor.

Com o grande fluxo de refugiados que chegava aos portões de Abilan todos os dias, Andoran já sabia o que o aguardava. Preparou seu exército da melhor forma que pôde, usando inclusive muitos dos homens refugiados em suas fileiras. Contudo, em uma noite sem lua, ele teve um sonho revelador, em que um anjo lhe disse que ele deveria abandonar a cidade e marchar com seu povo até as Montanhas Azuis, e que apenas isto poderia salvá-los da aniquilação total.

Andoran estava certo que aquilo não era um mero sonho, e reuniu seu conselho. Como a viagem até as Montanhas Azuis era bastante perigosa, e nada garantiria que os exércitos de Ivernus não os perseguiriam, aquela não era uma decisão simples de se tomar. Por fim, o rei ordenou a seu filho mais velho, Andael, que liderasse uma comitiva de cerca de duas mil pessoas, incluindo suas duas irmãs, Siriel e Meween e vários guerreiros, até as Montanhas Azuis. Andael protestou, pois como guerreiro, desejava ficar de defender Abilan, mas por fim, obedeceu a vontade de seu pai, e os preparativos para a partida foram feitos.

Exatos sete dias após a partida de Andael, as forças de Ivernus atacaram Abilan de forma impiedosa. As forças de Andoran resistiram bravamente por seis dias de cerco, até que, por fim, os ferozes guerreiros meio-orcs, apoiados por magos necromantes e monstruosas criaturas infernais, conseguiram sobrepujar as defesas do reino. No dia seguinte, as ruas de Abilan foram banhadas em sangue. Por mais valorosos que fossem os guerreiros de Andoran, eles não foram para os meio-orcs e os magos negros de Nirakoth. Andoran, que mesmo idoso se recusou a permanecer fora do combate, foi decapitado pelo machado de um meio-orc no início do massacre, após ter abatido nove das criaturas e dois magos negros. Após a morte de seu amado rei, os defensores de Abilan perderam muito de seu espírito de luta, e o reino caiu no final do próximo dia.

Desta vez, não houve prisioneiros. Todas as construções existentes foram queimadas até o chão. Como Ivernus ordenou, não foi deixado nenhum vestígio da existência do reino de Abilan, ao menos não naquele local. Astuto, o rei notou que não foram encontrados os corpos dos filhos de Andoran, e sem demora, ordenou que fosse empreendida uma caçada impiedosa que só terminaria quando as cabeças dos herdeiros de Abilan estivessem pregadas em uma lança.

sábado, 30 de janeiro de 2016

A história dos Aasimar e Tieflings em Elgalor (Parte 1)

Muitos séculos atrás, antes da eclosão da Guerra da Fúria, anões e elfos já haviam consolidado diversos reinos ao redor de Elgalor. Os humanos, no entanto, ainda viviam em sociedades tribais, e haviam formado apenas dois reinos que hoje já não existem: Nirakoth e Abilan. Ambos eram pequenos e incipientes se comparados aos grandes reinos de Sindhar, dos elfos e Darakar, dos anões. Contudo, possuíam sociedades organizadas, e cresciam a cada ano.

Em um determinado momento, um homem misterioso chegou a Andoran, o rei de Abilan, oferecendo dádivas de conhecimento e poder. As intenções do estranho pareciam sinceras, e em seu discurso, ele reforçou diversas vezes que seus conhecimentos seriam fundamentais para que o povo de Abilan prosperasse e, um dia, se igualasse aos grandes reinos dos elfos e anões. Andoran, por alguma razão, sentiu que algo estava errado, e recusou a oferta. Quando o estranho tentou dissuadi-lo, o rei lhe deu três horas para deixar os portões de sua cidade, ou ele seria executado. Contrariado, o estranho partiu.

Semanas depois do ocorrido, um homem surgiu perante Ivernus, o rei de Nirakoth, oferecendo conhecimento e poder, que tornariam em algumas décadas Nirakoth o mais poderoso reino de toda Elgalor. Ivernus, que ao contrário de Andoran, era um homem ambicioso, aceitou a oferta. Em poucos meses, o estranho iniciou o rei e diversos homens escolhidos a dedo nos mistérios das artes arcanas, e da invocação de criaturas poderosas dos planos inferiores. Assim, pela primeira vez na história de Elgalor, humanos passaram a ter contato com a magia arcana.  

Com o uso irrestrito da magia, Nirakoth prosperou assustadoramente, e em menos de três anos, já era um reino muito maior e mais poderoso do que Abilan. Contudo, quanto mais poder Ivernus tinha, mais ele desejava. Até que, em um dia fatídico, pediu ao estranho que lhe ensinasse o caminho para a imortalidade. O estranho sorriu, e ensinou a Ivernus como realizar um ritual que conferiria a ele a longevidade e o poder dos diabos dos planos inferiores. E mais do que isso: O estranho garantiu que quanto mais de seus súditos passassem pelo ritual, mais poderoso ele, como rei ficaria. Apenas três anos após isso e quase todo o povo de Nirakoth havia sido alterado. Agora, muitos ostentavam com orgulho traços abissais em seus corpos e mentes: Chifres, pele cor de sangue, presas e, acima de tudo, um desejo insaciável por mais poder....

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Mestre Charles "Jacó" Kruger retorna a Elgalor

O mundo de Elgalor
Saudações, nobres aventureiros!

Há algum tempo, nosso talentoso irmão de armas e grande bardo Charles Kruger (também conhecido como Jacó Galtran), escreveu o emocionante livro Verdadeiros Gigantes, que tratava de uma série de terríveis batalhas travadas pelos nobres anões do reino de Darakar.

Agora, trago-vos informações dadas pelo próprio autor sobre dois dos protagonistas desta nova saga:



Athinnus
Athinnus, o nobre cavaleiro de Eredhon.

Athinnus é um cavaleiro humano de trinta e sete anos.
Oriundo de uma família de cavaleiros em Eredhon, ele foi treinado na arte do combate desde que era pequeno. Também cresceu ouvindo histórias de heroísmo, o que o incentivou a trilhar o mesmo caminho que seu pai.

Com 17 anos, ele teve que se mudar para a região de fronteira entre Eredhon e Loregard devido a um cerco que se faria necessário e que obrigou seu pai (e a cavalaria a que ele pertencia) a se estabelecer próximos da região do conflito. Com 26, ele perdeu seus pais (sua mãe também era guerreira) em batalha. Àquela altura, ele já era cavaleiro graduado, mas não estava presente na batalha que ceifou a vida deles.

Athinnus também possui um irmão onze anos mais novo, mas não sabe o paradeiro dele. Quando seus pais pereceram, os dois irmãos se uniram em oração, desejaram sorte um ao outro, e partiram cada qual rumo a seus objetivos. A justificativa era de que o vínculo era maior que a distância. Hoje, Athinnus não tem notícia dele.

Com 31 anos, Athinnus contraiu matrimônio com uma camponesa da região dele, e no mesmo ano soube que seria pai. Hoje, o pequeno Yan tem seis anos, e possivelmente será cavaleiro também.
Athinnus mistura dentro de si uma grande confiança em sua personalidade e uma fé inabalável nos deuses. Inimigo ferrenho de qualquer forma de injustiça, é admirado entre seus pares de cavalaria por seus discursos sempre inflamados (algo que aprendeu com seu pai) e seu desejo de combater tudo que é errado. Nem sempre presente, ele se esforça para amoroso com sua família, para compensar sua constante ausência. Mas essa sua faceta é menos conhecida pelas pessoas em geral.

Embora não lhe faltem posses para tanto, ele se recusa a substituir sua armadura de batalha por outra menos desgastada. Hoje, ele tem como arma uma espada respeitável, mas lutou com várias armas diferentes, até por ser proficiente com inúmeras delas.

Rhardon, um valente guerreiro do clã dos Leões de Ferro
Rhardon

Rhardon é um anão de cento e onze anos de idade, oriundo do clã dos Leões de Ferro, um dos responsáveis por muitas batalhas fora de Darakar, o que faz com que muitas ameaças sequer cheguem perto do Reino dos Anões.

Sabe-se que seus familiares são todos guerreiros de seu clã. Seus dois irmãos e sua mãe eventualmente lutavam no mesmo grupo que ele. Seu pai, até onde se sabe, faleceu de uma estranha doença muito longe de Darakar. Em dado momento de sua vida, Rhardon e sua companheira tiveram um filho chamado de Rodan. Bastante apegado ao pai, o menino prometia desde pequeno seguir os passos de Rhardon.

Em um povo no qual a individualidade é preterida em nome do bem-estar coletivo, não há muitas façanhas de Rhardon que tenham ficado conhecidas. Até onde se sabe, ele esteve presente na batalha desesperadora contra um demônio de nome Sagra´nel, confronto que determinou mudanças profundas no mundo de Elgalor.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Eldritch Knights em Elgalor

Saudações, nobres guerreiros!

No novo D&D, o arquétipo de guerreiro mais bem construído e eficiente surpreendentemente foi o Eldritch Knight (Cavaleiro Místico). Apesar de extremamente interessante, este arquétipo é ao mesmo tempo complexo de se usar bem em campanha porque para que um guerreiro que conjura magias seja verossímil, é importante que haja por trás dele um contexto explicando como ele adquiriu seus “poderes”.

No mundo de Elgalor, eles evidentemente são os mais raros guerreiros da ambientação. Além disso, o conhecimento necessário para treinar um Eldritch Knight é complexo, e conhecido apenas por quatro ordens, que são bastante seletivas no recrutamento de seus membros:





CAVALEIROS DE PRATA DE SÍRHION
- Raça: Elfos de Prata
- Número de membros ativos: 600
- Base de Operações: Reino de Sírhion
- Tendência da Ordem: Neutro Boa
A ordem dos Cavaleiros de Prata foi fundada há dois milênios pelos elfos guerreiros do reino de Sírhion. A primeira ordem de Cavaleiros Místicos de Elgalor, estes guerreiros altamente treinados são mestres no combate com a espada e escudo e no uso de magias de abjuração e de eletricidade. Apesar de serem a primeira linha de defesa do reino contra invasores, o rei Coran Bhael frequentemente envia Cavaleiros de Prata em missões ao redor de Elgalor para ajudar a proteger comunidades élficas menores e para colaborar com outras ordens de tendência boa. Muitas das lendas e canções de bardos que falam de implacáveis guerreiros élficos se devem as feitos de Cavaleiros de Prata durante suas andanças pelo mundo.


SENHORES DE FOGO DE DARAKAR
- Raça: Anões
- Número de membros ativos: 450
- Base de Operações: Reino e Darakar
- Tendência da Ordem: Leal Boa
A Ordem dos Senhores de Fogo de Darakar foi formada há cerca de 1500 anos, após a primeira grande aliança que o grande reino dos anões fez com os elfos de prata de Sírhion. Da mesma forma que os anões compartilharam com os elfos segredos na arte da forja, os elfos ensinaram a eles a arte do Cavaleiro Místico, dando origem aos temidos Senhores de Fogo. Ao longo dos séculos, os anões adaptaram os ensinamentos dos elfos de prata de modo que as técnicas por eles empregadas se adaptassem melhor às qualidades físicas dos anões. Enquanto os Cavaleiros de Prata adotam um estilo de combate baseado em movimentos rápidos, os Senhores de Fogo adotaram um estilo que prioriza o uso da força e resistência. Em relação ao uso de magias, eles se utilizam muito de magias defensivas como os elfos, mas são mais conhecidos pelo seu domínio com magias de fogo. A ordem atua quase que exclusivamente em Darakar, mas ocasionalmente, o rei Balderk envia seus membros a outras partes de Elgalor para auxiliar clãs anões. Como em Elgalor não existem anões magos, feiticeiros ou bruxos, a ordem dos Senhores de Fogo representa a única fonte de magia arcana dos anões, com a exceção dos escaldos da raça.

ESPADAS AZUIS
- Raça: Humanos, Aasimar, Meio-elfos.
- Número de membros ativos: 900
- Base de Operações: Toda Elgalor
- Tendência da Ordem: Qualquer Boa
Os Espadas Azuis são um dos braços militares da Ordem da Chama Azul, uma organização composta basicamente por magos, guerreiros, clérigos e paladinos para zelar pelo bem e neutralizar necromantes e outras ameaças poderosas em todo o mundo. A maior ordem de Cavaleiros Místicos de Elgalor, ela é formada por guerreiros altamente treinados, mas ao contrário do que ocorre com os Cavaleiros de Prata e os Senhores de Fogo, não há uma padronização em relação ao estilo de combate ou magias preferidas. A única marca comum, mas não absoluta, é que muitos dos cavaleiros dessa ordem usam espadas de duas mãos como armas principais. Eles atuam em todas as regiões de Elgalor, e frequentemente juntam-se a paladinos e outros aventureiros que compartilhem de seus ideais.


ARAUTOS DAS SOMBRAS
- Raça: Humanos, Vampiros
- Número de Membros: Desconhecido
- Base de Operações: Toda Elgalor
- Tendência da Ordem: Leal Má
Ao contrário de todas as outras ordens de Cavaleiros Místicos de Elgalor, os Arautos da Sombra estão envoltos em grande mistério, e sempre conduzem suas atividades em sigilo quase absoluto. Sabe-se apenas que a ordem existe há mais de um milênio, e que representa a guarda de elite do anti-paladino Khael, o Impiedoso. Seus membros vestem sempre armaduras completas negras e se cobrem com mantos que já foram usados como mortalhas. Uma particularidade grande da ordem é que seus membros não dominam as artes arcanas da Abjuração, mas por outro lado, são mestres na escola Necromântica.



terça-feira, 3 de novembro de 2015

Meio-elfos em Elgalor

Saudações, nobres almas!

Da mesma forma que em Elgalor os meio-orcs (aqui chamados de Rokan) possuem uma história racial que os caracteriza como muito mais do que um simples híbrido de orcs e humanos, o mesmo ocorre com os meio-elfos do cenário. Em Elgalor, os meio-elfos não são páreas da sociedade e também não cumprem papéis de diplomatas ou embaixadores. Além disso, apenas uma minoria ínfima vive em cidades élficas ou humanas; Eles possuem uma forte identidade cultural e valores que os definem como um povo único.

HISTÓRIA
Irengard é um reino nortenho coberto de grandes florestas, planícies e altas montanhas, e inicialmente, era lar de uma congregação de tribos bárbaras conhecida apenas como Confederação dos Hakuan e dos elfos silvestres do reino de Elvanna. A relação entre os dois povos era limitada a poucas relações comerciais, mas desde eras antigas, elas fizeram um pacto de ajuda mútua em tempos de grande necessidade. Seja esta por conta de catástrofes naturais ou guerra.
Os Hakuan, desde o início da civilização humana, eram guardiões da chamada Montanha da Tempestade, local em que o corpo de um poderoso senhor da guerra demoníaco chamado Morgray, o Sombrio, estava selado. Há cerca de 900 anos, Irengard sofreu uma grande invasão dos orcs vindos do sul, e estes contavam com a ajuda de uma cabala de demônios e necromantes que buscava o retorno de Morgray a todo custo. Fortalecidos por rituais profanos feitos pelos demônios, os orcs trouxeram a Irengard um rastro de morte e destruição sem precedentes.

Inicialmente, os Hakuan bravamente fizeram frente à invasão, mas em poucos dias, perceberam que sozinhos não seriam capazes de vencer. O líder da confederação, Kandros Presa de Prata, enviou emissários ao rei élfico Nuadha Lança de Luz pedindo por socorro. Nuadha prontamente atendeu o chamado, e segunda vez na história de Elgalor, humanos e elfos se uniram em uma grande força de combate.

Durante oito anos, a guerra entre os orcs e as forças de Kandros e Nuadha prosseguiu, apesar dos bardos registrarem pequenos períodos de trégua ao longo deste período. De qualquer modo, após incontáveis batalhas e o derramamento de muito sangue, a cabala demoníaca foi destruída, e os orcs, desorganizados, optaram em retornar para o sul, onde posteriormente entrariam em uma guerra feroz contra os anões.

Apesar de todas as cicatrizes deixada pela grande guerra, que em Irengard ficou conhecida como a Guerra do Sangue e das Lágrimas, humanos e elfos começaram a se aproximar mais do que nunca, e eventualmente, a criar laços mais profundos. A união entre elfos silvestres e os bárbaros Hakuan permaneceu forte durante os próximos séculos, resultando na formação expressiva de uma nova raça: Os meio-elfos.

Mentalmente, os meio-elfos eram dotados do mesmo espírito indomável e incorruptível dos Rakuan e da sagacidade e sabedoria dos elfos silvestres. Fisicamente, eram ágeis e fortes. Como a população de meio-elfos cresceu a ponto de quase se igualar à de humanos e elfos individualmente, cidades fortificadas que abrigavam até mil indivíduos foram erguidas por eles em todo o território de Irengard.

CULTURA
As cidades dos meio-elfos eram construídas em planícies, semelhante ao que os Hakuan faziam, mas possuíam geralmente grandes e poderosas árvores que serviam de torres de vigia, assim como na arquitetura élfica. Estas cidades geralmente são habitadas quase que exclusivamente por meio-elfos, mas é extremamente comum ver elfos, humanos e halflings transitando por elas. Culturalmente, os meio-elfos herdaram a devoção à natureza dos elfos de Elvanna e o respeito pelos ancestrais dos bárbaros Hakuan. Além disso, foram originados de duas raças guerreiras que nutriam grande respeito pelo druidísmo e pelo conhecimento bárdico, e isto também teve implicações profundas na formação de suas sociedades.

Meio elfos vivem normalmente em regimes de grande clãs, semelhante ao seus antepassados, e reconhecem a autoridade do rei élfico assim como todos os povos de Irengard. Eles geralmente se dão muito bem com todos da região, mas tem certa dificuldade em lidar com altos-elfos ou com humanos que vêm de uma cultura muito urbana ou mercantil. Contudo, geralmente são eles que fazem a “ponte” entre Irengard e outros reinos vizinhos.

Em relação à sua tendência, os meio-elfos de Elgalor não nutrem apreço pelo caos nem pela ordem, mas geralmente têm um coração bom. Por isso, a tendência mais comum na raça é Neutro Bom.

CLASSES DE PERSONAGEM
Meio-elfos aventureiros geralmente seguem o caminho do Ranger, Druida, Bardo ou Guerreiro. Muitos meio-elfos que se tornam guerreiros viajam até o reino de Sírhion, lar dos Elfos de Prata para aprender a arte da espada. Alguns tornam-se Paladinos (Juramento dos Antigos), e apesar de raro, há também alguns poucos que seguem o caminho dos Hakuan, tornando-se Bárbaros.

TRAÇOS RACIAIS (Praticamente idêntico ao apresentado no Livro do Jogador)
Atributos: +2 Car e +1 para dois outros atributos. OU + 2 em Sab e 1 para dois outros atributos
Tendência Comum: Neutro e Bom
Idade: Idade adulta aos 20 anos. Vivem até 400 anos.
Tamanho e Peso: Médio.
Idiomas: Elfico e Comum
Deslocamento: 9m.
Ancestralidade Feérica: Vantagem contra ser Enfeitiçado, imunidade a magias de sono.
Versatilidade: Proficiência em duas perícias à escolha.
Visão no Escuro: Trata luz baixa como luz normal e escuridão como luz baixa, ambos a até 18m.

sábado, 4 de abril de 2015

A Trilha do Guerreiro de Eredhon

“A força não vem da espada, mas do espírito de quem a empunha. A coragem não vem da certeza da própria invencibilidade, mas da crença de que aquilo que precisa ser feito deve ser feito, não importando as conseqüências pessoais. 
O Caminho Reto de Therion não é alcançado por meio de códigos ou escrituras sagradas, mas sim através da sabedoria prática e de valores pessoais inerentes do coração. Se compreendes minhas palavras, estas pronto para começar a trilhar o caminho do guerreiro...”





Saudações, bravas almas!

Em Elgalor, o reino de Eredhon é conhecido como o "reino dos cavaleiros", uma vez que o antigo reino foi formado com base em fortes tradições de honra e cavalaria, que são mantidas vivas até os dias de hoje. Ao longo da história, os monarcas de Eredhon sempre foram guerreiros ou paladinos, que sempre personificavam a epítome da coragem e sabedoria. Compartilho convosco nesses Salões o Caminho Reto de Therion, também conhecido como A Trilha do Guerreiro de Eredhon, um pequeno, porém profundo compêndio escrito por uma barda chamada Alana, que era a filha mais nova do primeiro rei de Eredhon. 

O Caminho Reto de Therion resume o modo de vida do Primeiro Rei de forma clara e sucinta, com o intuito de lembrar ao povo do reino, e principalmente seus monarcas, o significado real do termo guerreiro.

1) Lute e viva com coragem: A verdadeira coragem jamais surge vaidade ou da certeza da vitória. Ela surge do comprometimento com uma causa maior, como honra ou justiça. Lute e viva com bravura, seguindo teus ideais sem jamais temer a morte. Para um guerreiro, é sempre preferível morrer de pé a viver de joelhos.

2) Seja honrado: A palavra de um verdadeiro guerreiro vale mais do sua espada; Um guerreiro não se compromete com pessoas sem honra, e jamais foge de compromissos assumidos. Que tua consciência esteja sempre limpa quando tua espada cortar ao meio aquele que ousar duvidar de tua honra.

3) Cuide para que tuas ações sejam sempre justas: O mundo está repleto de pessoas oportunistas e  irresponsáveis que, por vaidade, oprimem os mais fracos. Que estes tremam perante a menção de teu nome, e que tua espada se erga sempre para diminuir as injustiças do mundo, e nunca para aumentá-las.

4) Proteja aqueles que não podem se defender sozinhos: Lembrai que as roupas que usas e a comida que o mantém saudável foram produzidos por outras pessoas, e que muitas delas não tem como se proteger do ataque de bandoleiros ou criaturas selvagens. Demonstre gratidão sendo o escudo dos inocentes, e a espada dos oprimidos.

5) Conceda com sabedoria a dádiva da misericórdia: Um guerreiro impiedoso é temido enquanto tem poder, mas um guerreiro justo é sempre lembrado pelos dignos com respeito. Sejas sábio para determinar quando um inimigo deve tombar perante teu aço e quando ele merece uma chance de redenção. Discernir isto não é fácil, mas normalmente, aqueles que merecem misericórdia não a pedem, admitem seus erros e mostram resignação diante da morte.

6) Pense por si próprio: Nenhum código, texto sagrado ou sábio deve guiar teu pensamento e tuas ações. Um verdadeiro guerreiro vive de acordo com seu coração e conforme a sabedoria que adquiriu ao longo de seus anos de vida e reflexão. Um verdadeiro guerreiro faz aquilo que é justo e correto, e assume total controle e responsabilidade por seus atos.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Elfos de Prata para o novo D&D

Os elfos de prata, apropriadamente chamados de "elfos da
espada", são os maiores guerreiros da raça élfica.
Saudações, nobres guerreiros imortais!

Trago-vos aqui uma versão dos saudosos elfos guerreiros de Sírhion em regras para o novo D&D.

Como já mencionei anteriormente, os elfos de prata são fortemente baseados nos guerreiros elfos noldor descritos por Tolkien em O Silmarillion. Mais especificamente, na linhagem do nobre Fingolfin. Esta sub-raça élfica é a que mais se envolve com os acontecimentos e batalhas do mundo, e comumente forjam alianças com anões e humanos de coração nobre para lutar contra as forças da sombra. Devido a este envolvimento e comprometimento maior com o mundo exterior, a maioria dos meio elfos existentes carrega em si sangue de um elfo de prata.

Sua compleição física é um pouco mais robusta do que a dos outros elfos, e eles tendem a ser um pouco mais altos também, de forma que os homens facilmente chegam ao 1,80 metros de altura. Seus cabelos geralmente são negros ou castanhos, e a cor dos olhos varia do verde ao negro. É muito comum que aventureiros pertencentes a esta raça sigam o caminho do guerreiro mestre da batalha, mas há também um número considerável de guerreiros cavaleiros místicos, clérigos, paladinos e magos abjuradores.

Possuindo uma milenar tradição guerreira, eles são exímios guerreiros, mestres da estratégia e técnicas de espada. São também grandes forjadores de armas e armaduras, e têm uma inclinação para o bem ainda mais forte do que a exibida pelas demais raças élficas. Em termos de regras para o novo D&D, teríamos os traços raciais de todos os elfos, como no Livro do Jogador e suas habilidades de sub-raça:

TRAÇOS RACIAIS COMUNS A TODOS OS ELFOS
Modificador de Habilidade: +2 Dex.
Idiomas: Elfico e Comum.
Deslocamento: 9m.
Ancestralidade Feérica: Vantagem contra ser Enfeitiçado, imune a magias de sono.
Sentidos Afiados: Proficiência na perícia Percepção.
Transe:  Descanso prolongado de apenas 4 horas.
Visão no Escuro: Trata luz baixa como luz normal e escuridão como luz baixa, ambos a até 18m.

HABILIDADES DE SUB-RAÇA
Modificador de Habilidade: +1 em For.
Alma da espada: Elfos de prata recebem Vantagem em testes para resistir a efeitos de medo.
Proficiência com armas: Elfos de prata são proficientes com espadas longas, curtas, arcos longos e alabardas.
Proficiência com ferramentas: Elfos de prata são proficientes com ferramentas de ferreiro.